Ir às compras com orçamento pode estar a fazer-nos gastar mais

O artigo de hoje trata-se de um guest post da Inês Catarina Pinto, autora do blogue Minimal – um espaço que se propõe a mostrar um lado diferente do mundo da moda e do consumo. Um lado menos conhecido e mais profundo em que a compra de determinada peça de roupa pode significar mais do que apenas o gasto de determinado dinheiro.

Muito obrigado Inês pelo contributo… e caro leitor, recomendo que visite o Minimal, eu já fiquei fã! 🙂

Entretanto, atente no que a Inês tem para nos dizer…

compras2 Ir às compras com orçamento pode estar a fazer-nos gastar mais“Eu vou às compras, mas vou gastar apenas 20 euros.”

A maioria de nós já disse uma frase deste género pelo menos uma vez, acreditando que este autocontrolo seria uma forma de poupar dinheiro e de não se render aos encantos do consumismo desenfreado.

Contudo, um estudo realizado pelos professores de marketing norte-americanos Jeffrey S. Larson e Ryan Hamilton veio demonstrar que este velho hábito pode estar a fazer-nos gastar mais dinheiro.

Ao definirmos um orçamento para gastar num certo produto ou serviço temos uma maior tendência para gastar um valor próximo ao valor máximo estipulado por nós. Afinal, depois de nos mentalizarmos que podemos gastar até vinte euros, possivelmente não nos vamos contentar em comprar um artigo que custe apenas 5 euros.

Este tipo de lógica faz com que seja mais fácil gastarmos mais dinheiro quando estabelecemos um orçamento. É quase como se tivéssemos oferecido um cheque-prenda ou um vale de oferta a nós mesmos e não quiséssemos desperdiçar um cêntimo dessa preciosa oferta.

Este tipo de situações não só nos faz desvalorizar a importância do preço, como também nos leva a comprar de forma mais desafogada, uma vez que a nossa única preocupação é não ultrapassar o nosso orçamento limite.

É certo que este estudo pode mudar a forma como gerimos as nossas idas às compras, mas, por outro lado, não estabelecer um limite daquilo que podemos gastar pode também ser prejudicial.

Talvez o ideal seja sair de casa sem um orçamento estabelecido mas com a ideia de que só devemos comprar aquilo que realmente precisamos, independentemente de custar 5 ou 20 euros. Como diz um provérbio suíço: “Quem compra o que não precisa, rouba dele próprio”.

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