Os conselhos da Mónica: Crédito habitação – analisando as opções

balanca-casa Os conselhos da Mónica: Crédito habitação - analisando as opçõesObrigada a todos pela participação no artigo “Será possível baixar a prestação do nosso crédito habitação?”.

Acabou o suspense, chegou a hora de percebermos o que afinal pode influenciar a nossa maneira de pensar.

Entre “escolher” um spread de 1,25% ou um spread de 1,40% parece lógica a opção de todos nós, mas há que perceber que por vezes nem sempre conhecemos tudo o que precisamos para poder optar em consciência.

Para perceber melhor o que quero dizer vou revelar outra curiosidade interessante: ambas as alternativas apresentadas são obviamente verídicas e feitas na mesma instituição de crédito.

ESCOLHENDO A OPERAÇÃO MAIS RENTÁVEL

Imagine-se num banco, sentado à frente de uma senhora, a pedir uma simulação para o seu crédito habitação. A senhora diz-lhe “temos um excelente produto com um spread de 1,25%, desde que faça connosco o seguro de vida, mas repare vai ter de o fazer e vai, assim beneficia de um spread mais interessante. Caso contrário, o spread que tenho para lhe oferecer já é de 1,40%…

Pois…. é mais ou menos o mesmo que ir fazer compras quando temos fome, tudo o que vemos vai parar dentro do carrinho. Aqui é a mesma coisa, da maneira como nos é apresentada a “oferta”, a nossa opção é evidente…carrinho-compras-casa Os conselhos da Mónica: Crédito habitação - analisando as opções

E aqui está a forma como os bancos ganham dinheiro connosco, afinal no final do mês são quase 40€, por ano quase 460€ e depois de 30 anos estamos a falar de “apenas” 13.795,20€. Que é isso para cada um de nós??!! 🙂

Este é o resultado do nosso trabalho, isto é consultoria financeira, fazer as contas, analisar as opções, estudar o financiamento e escolher a operação mais rentável – sem esquecer de explicar porquê!

Está a pensar comprar casa? Conhece alguém que esteja a pensar comprar casa? Ponha-nos à prova!

Alternativa I:

Spread – 1,25%
Prazo – 30 anos
Obrigatoriedades – conta ordenado, dois débitos directos, cartão multibanco e adesão ao homebanking, seguro de vida e seguro multiriscos na instituição
Prestação = 572,87€
Seguro vida = 96,58€
Seguro multiriscos = 10,37€
Total mensal = 679,82€

Alternativa II:

Spread – 1,40%
Prazo – 30 anos
Obrigatoriedades – conta ordenado, dois débitos directos, cartão multibanco e adesão ao homebanking
Prestação = 584,21€
Seguro vida = 47€ (feito pela Decisões e Soluções)
Seguro multiriscos = 10,29€ (feito pela Decisões e Soluções)
Total mensal = 641,50€

Resumo:

Poupança mensal = 38,32€
Poupança anual = 459,84€
Poupança no final dos 30 anos = 13.795,20€

Parabéns a todos aqueles que escolheram a opção C, mas mais importante ainda, parabéns a todos aqueles que participaram e querem saber mais.

Afinal, como diziam os nossos avós, “no poupar é que está o ganho!” 😉

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Comentários

comentários

6 respostas

  1. jotix diz:

    Uma pequena dúvida 🙂

    O que é que a Engenharia Alimentar tem a haver com consultoria financeira?

    • Mónica Carvalhido diz:

      Olá Jotix

      A minha formação base é em engenharia alimentar, entrei na indústria há alguns anos atrás – em 2000 (fazer estas contas não animam sabe?! :-)) Durante o meu trajecto profissional fui progredindo e deparei-me na área comercial e de marketing de uma empresa alimentar que trabalha para a grande distribuição em Portugal.
      Sem querer maça-lo com pormenores refiro apenas que quando trabalhamos com a grande distribuição (e não só) a matemática financeira é crucial – análise de margens, rentabilidade, rotatividade, promoções, descontos comerciais, descontos financeiros… enfim… “and so on”.
      Depois, e como calcula, qualquer empresa de dimensão considerável trabalha muito com a banca, é através de linhas de financiamento que a empresa consegue alavancar-se. Importações e exportações obrigam a seguros de crédito, linhas próprias, etc.
      E para acabar faço parte daquelas pessoas que acredita que a formação contínua é um ponto fundamental para a evolução do ser humano, hoje em dia qualquer profissional que se digne não deve parar no tempo, deve especializar-se, estudar, ir fundo naquilo que gosta e tem talento…
      Há algum tempo li uma frase que subscrevo na íntegra… não percas tempo com o que só fazes mais ou menos bem, investe onde és bom por natureza. Desta forma serás excelente nessa área, enquanto na outra nunca deixarás de ser mediocre!
      Já agora Jotix, qual o porquê da sua pergunta? Preconceito, estereotipo ou mera curiosidade?

  2. Mónica Carvalhido diz:

    Não resisto a fazer outra observação Jotix, apesar da minha formação ser realmente em engenharia (e esta normalmente é associada a números e não a línguas), a pergunta que certamente me queria fazer era “O que é que a Engenharia Alimentar tem a ver com consultoria financeira?”. É uma distracção frequente, mas como dizem os senhores da televisão, “assim se fala em bom português” 🙂
    Ahh, parabéns pelo blog! Aliás Jotix, tu próprio és um exemplo de plurivalência – da engenharia informática à enfermagem!
    Cumprimentos,
    Mónica Carvalhido

  3. Eugénio diz:

    Boa noite,

    uma questão para a Mónica, relacionado com o crédito habitação (não sobre o inicio do mesmo mas sobre o fim, felizmente)

    Espero ainda no decorrer do presente ano, amortizar na totalidade o crédito habitação que tenho.

    Tendo em conta que a escritura foi efectuada com a referencia o credito bancário, qual o procedimento a seguir no final do mesmo para que fique tudo tratado e se algum dia quiser vender a casa não haja qualquer problema.

    Basta uma declaração do banco a dizer que o crédito está pago?

    O final do credito trás algumas despesas extra?

    Obrigado

    • Mónica Carvalhido diz:

      Olá Eugénio

      Exactamente isso, basta uma declaração do banco – designada por distrate.

      Contudo, vou dar-lhe um conselho – no seu lugar eu não faria a amortização. Fazia uma aplicação financeira com esse dinheiro, a 30 dias, renovável por igual período. No vencimento da aplicação descontava a prestação daquele mês e aplicava o remanescente e assim sucessivamente…

      O objectivo é ganhar com os juros da aplicação o mesmo que paga com os juros do empréstimo, para não ter despesas extra. E sem despesas extras provocadas pelos juros, amortiza o capital mensalmente e aproveita os benefícios fiscais 😉

      Cumprimentos,
      Mónica Carvalhido

    • Mónica Carvalhido diz:

      PS – A emissão do distrate traz custos extra, variáveis dependendo da instituição financeira, mas não são disparatados.

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