8 Dicas para Gerir Melhor o Dinheiro em Casal

casal-1 8 Dicas para Gerir Melhor o Dinheiro em CasalSe gerir o dinheiro sozinho já é difícil, fazê-lo a dois é duplamente mais complicado. Passar a gerir o dinheiro em casal é um dos principais (e primeiros) desafios de quem se junta e passa a viver em conjunto, especialmente para quem o faz pela primeira vez.

É que a vida a dois leva ao aumento e partilha de despesas, ao crescimento do valor dos impostos e à divisão de rendimentos. O dinheiro pode ser um importante foco de discórdia e levar a graves discussões no seio de um casal, criando despesas difíceis de cobrir, créditos descobertos e, consequentemente, outros problemas, incluindo a nível relacional.

Porque como diz o adágio popular “em casa sem pão, todos teimam e ninguém tem razão”. De seguida abordaremos 8 dicas de como gerir melhor o dinheiro em casal.

1. FALE SOBRE O DINHEIRO

Mais importante do que falar sobre o dinheiro, é saber falar sobre o dinheiro. Este não pode ser um tema tabu entre o casal – aliás, nenhuma temática o deve ser – , mas, o que é certo, é que continua a sê-lo em muitas relações.

O diálogo é uma ferramenta essencial para resolver qualquer foco de conflito e deve ser usado pelo casal para resolver os diferendos e chegar a consensos. E o dinheiro, que gera muitas vezes focos de discórdia, deve ter particular atenção. Por isso, não menospreze o diálogo sobre dinheiro e fale sobre isso com a sua cara metade.

2. SEJA ORGANIZADO

Ser organizado é meio caminho andado para evitar despesas adicionais. É importante estabelecer um plano de despesas mensais inicial e equilibrá-lo com os rendimentos do casal.

Uma planificação cuidada deste processo evita muitas discórdias futuras no que diz respeito ao dinheiro. Além disso, pode também, elaborar um plano de objetivos futuros, como o facto de ter filhos ou compras importantes (como a aquisição de um automóvel, por exemplo), o que vai fomentar os hábitos de poupança, mas também estreitar a relação a dois e a confiança do casal.

3. CRIE UM ORÇAMENTO PARA GASTOS COMUNS

Independentemente de manter uma conta conjunta ou duas separadas, uma boa forma de ajudar a gerir melhor o dinheiro em casal é criar um orçamento para gastos comuns.

Dividir as responsabilidades de forma justa equilibra o orçamento, mas também a relação entre os dois. Por isso, junte as despesas mensais (eletricidade, água, gás, telemóvel, etc.) e até mesmo outros gastos extra (gasolina, portagens, etc.) e partilhe-as num orçamento único.

4. FAÇA UM ORÇAMENTO PARA LAZER

O lazer e o ócio são muito importantes para o bem-estar pessoal e do casal. Por isso, além de um orçamento para gastos comuns, opte também por criar um pé-de-meia para gastar em vocês próprios.

Especialmente se o casal tiver filhos, é importante ter dinheiro para umas férias ou para uma saída especial. Assim, se planear e poupar para um orçamento específico, nunca será apanhado desprevenido quando quiser comprar algo para si ou para a sua cara metade.

5. NÃO VIVA EM FUNÇÃO DO DINHEIRO

Lembre-se que há coisas na vida mais importantes que o dinheiro. O materialismo e o consumismo são hábitos cada vez mais implementados na sociedade moderna, que nos leva muitas vezes a agir sem pensar.

Se o orçamento mensal do casal não chega para as despesas, a primeira opção não deve passar por contrair créditos ou por procurar um segundo emprego, soluções que o levará a contrair uma dívida maior ou a hipotecar o seu tempo livre para trabalhar para pagar alguns vícios que podem ser dispensáveis.

Opte primeiro que tudo por cortar no dispensável (tabaco, saídas à noite, compras desnecessárias, etc.) e aí, o planeamento inicial que falámos anteriormente tem um papel fundamental.

6. ESPERE O IMPREVISTO

É bom ter sempre em mente que despesas imprevistas podem surgir a qualquer momento. Infelizmente, os acidentes não acontecem só aos outros e, quando menos esperamos, é quando as despesas inesperadas vêm bater-nos à porta. Por isso, é importante estar preparado.

Não faça os seus orçamentos à risca e deixe alguma margem de manobra para esses possíveis extras. Se possível, um plano poupança também pode ser uma ótima solução.

7. CONHEÇA O SEU PARCEIRO “FINANCEIRAMENTE”

Diferentes pessoas têm diferentes hábitos financeiros, que podem depender de vários fatores. Por isso, um ponto importante é conhecer bem a sua cara-metade financeiramente falando, algo que, muitas vezes, só vimos a descobrir verdadeiramente quando vamos viver juntos.

Não procurar compreender hábitos financeiros diferentes do parceiro pode criar focos de discórdias e levar a discussões inconciliáveis. Portanto, se uma das metades do casal tem hábitos incomportáveis para o orçamento comum, mais importante do que fazer proibições é chegar a consensos, a acordos ou a cedências que satisfaçam ambas as partes. Caso contrário, isso pode levar a desconfianças e a desonestidade por parte de uma das metades. Mais uma vez, o diálogo é a ferramenta certa.

8. OPTE POR UMA CONTA CONJUNTA OU SEPARADAS

Viver a dois implica a partilha e a resolução dos problemas em conjunto, mas não exige necessariamente que o casal crie uma conta conjunta. Aliás, mesmo quando tomada essa opção, deve ser feita bem mais tarde.

Manter contas bancárias separadas mantém a autonomia do casal, sem desprezar os gastos comuns, o que também é uma mais valia do ponto de vista psicológico. Depois, passado algum tempo, avaliar as vantagens de uma conta conjunta pode ser um passo a dar.

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