Como ganhar dinheiro vendendo as suas fotografias na internet

Saiba como ganhar dinheiro tirando fotografias e vendendo-as para bancos de imagens na internet... mesmo sendo um fotógrafo amador!
tirar-fotos

Muitos fotógrafos, sejam eles amadores ou profissionais, veem na internet uma excelente oportunidade de ganhar um dinheiro extra.

Todos, desde as grandes corporações a pequenas e médias empresas, web-designers, publicitários, editores e até mesmo bloggers, estão constantemente a comprar e a utilizar fotos online.

Fotografia é sem dúvida um hobby caro, mas felizmente não é necessário ter equipamento de qualidade profissional para o rentabilizar. Há até quem ganhe dinheiro vendendo fotos tiradas com a câmara do telemóvel!

Se gosta de fotografar e até tem publicado as suas fotos no Instagram ou no Facebook, então provavelmente tem o disco do computador “recheado” de fotos que podem ser do interesse de outras pessoas e uma fonte de rendimento para si.

Saiba então, que existem muitos sites (bancos de imagens) que estão dispostos a pagar, e bem, pelas suas fotos. 😉

O que são bancos de imagens

Os bancos de imagens são plataformas online que compram e vendem fotos digitais para depois serem utilizadas em diversos locais, tais como sites, livros, produtos e até mesmo em anúncios.

Em contraste com os serviços de fotografia mais convencionais, os bancos de dados tendem a ser tão genéricos quanto possível. As imagens são normalmente tiradas com o objetivo de poderem ser úteis a múltiplos clientes com exigências distintas.

Tratam-se portanto de fotografias com características muito específicas. Por exemplo, um jornalista pode precisar de uma fotografia tão específica como: homem a segurar chávena de café numa mesa com um teclado, um relógio e um bloco de notas. E alguém conseguiu atender ao pedido com a foto que pode ver em baixo. Está a perceber a ideia!? 😀

Homem a segurar chávena de café numa mesa com um teclado, um relógio e um bloco de notas
Foto de um homem a segurar chávena de café numa mesa com um teclado, um relógio e um bloco de notas…

Da mesma forma, existirão clientes interessados em fotografias de viagens, paisagens, monumentos, etc. Ou seja, tem aí uma oportunidade para fazer dinheiro com aquelas fotos que tirou nas férias!

Os bancos de imagens podem assim ajudá-lo a criar uma verdadeira renda passiva. Uma vez que, depois de ter carregado as suas fotografias para o portal escolhido, poderá ganhar dinheiro sempre que alguém as descarregue. Tudo sem qualquer esforço adicional da sua parte.

Bancos de imagem “microstock” e “macrostock”

Existem dois tipos de bancos de imagens: os microstock e os macrostock. Os sites de bancos de imagens a que nos referimos aqui neste artigo, são sempre os microstock, pois são os mais acessíveis a todos.

Basicamente, um banco de imagens microstock é um site especializado na venda de imagens individuais a preços reduzidos (desde uns 0.50€ até uns 10€, por exemplo) e com licenças livres de royalties, ou seja, os fotógrafos não ganham royalties por cada foto vendida, mas sim por cada download que alguém fizes das suas fotos.

As agências de microstock podem vender a mesma imagem a vários clientes, não havendo assim nenhum acordo de exclusividade sobre aquela foto.

Algumas das mais conhecidas agências de microstock incluem Shutterstock, Adobe Stock, Depositphotos e Dreamstime.

Os bancos de imagem macrostock, ao contrário das microstock, vendem o direito exclusivo sobre as imagens. Ou seja, apenas aquele cliente fica com o direito de utilizar aquela imagem, mais ninguém a poderá usar.

Esse direito exclusivo de utilização da imagem tem um custo bastante mais elevado do que o praticado pelas agências de imagens microstock. Estamos a falar de valores na ordem das centenas ou mesmo milhares de euros por imagem!

E porque alguém precisaria do direito exclusivo de utilização de uma imagem? Veja o exemplo de uma marca que precisa de uma imagem para utilizar numa campanha de marketing que pretende alcançar milhões de pessoas. Nesse caso convém que a imagem seja exclusiva dessa marca.

A título de curiosidade, em 2004, duas marcas de computadores concorrentes, a Dell e a Gateway, tiveram a infelicidade de usar nas suas campanhas publicitárias de “regresso às aulas”, fotos com a mesma pessoa a servir de modelo. Imagine a polémica que isso deu! A rapariga da foto até se tornou uma celebridade na internet graças à sua aparição nessas e noutras campanhas publicitárias da altura, tendo ficado conhecida por “The Everywhere Girl“! 😀

Publicidade da Dell e da Gateway em 2004

Com situações como esta, torna-se fácil compreender que em alguns casos é importante deter os direitos exclusivos de utilização de uma imagem.

A agência mais conhecida especializada em macrostocks é a Getty Images, mas outras agências também podem vender imagens desta forma.

Como vender as suas fotos em bancos de imagens

Inevitavelmente, os fotógrafos com mais sucesso nestas plataformas são profissionais especializados neste género de fotografia. Mas também pode ganhar dinheiro sendo fotógrafo amador.

Se é blogger ou instagrammer de viagens ou de culinária, por exemplo, provavelmente até já tira fotos de boa qualidade às paisagens, aos alimentos, etc. E já terá assim, aperfeiçoado alguma técnica para o fazer!

Para não elevar demasiado as expectativas, deverá ter noção que a quantidade de fotógrafos que ganha o suficiente para viver das vendas nos bancos de imagens, é mínima. Mas com perseverança e uma boa técnica, existe potencial para ganhar algumas centenas de euros extra por mês.

Os seus ganhos irão depender principalmente da quantidade e qualidade das suas fotografias. Os ganhos variam de alguns cêntimos a algumas centenas de euros por download, dependendo da licença aplicada. No entanto, cada fotografia pode supostamente ser descarregada uma quantidade infinita de vezes.

Como vê, nos sites de bancos de imagens, você pode fazer upload de uma foto e vendê-la várias vezes por tempo indeterminado. No entanto, como a oferta é enorme, nem sempre é fácil agradar! É natural que ao início muitas das suas fotos sejam rejeitadas, mas assim que se aperceber dos critérios de conteúdo e qualidade mais solicitados, as suas vendas começam a disparar.

Existem imensos sites onde poderá desde já se inscrever e colocar as suas fotos à venda. Mas tenha em mente que alguns deles têm um processo de seleção muito rigoroso. De qualquer modo, como os critérios de aceitação variam de agência para agência, poderá submeter as suas fotos para outra plataforma, já que as fotos rejeitadas por um site podem ser aceites por outro.

Alguns exemplos de bancos de imagens onde pode começar desde já a vender as suas fotos:

Estes são apenas alguns exemplos. Existem imensas plataformas onde se pode registar para vender as suas fotos. Basta uma simples busca no Google para se deparar com centenas de sites desse género.

Que tipo de fotos são mais procuradas

Qualquer fotografia pode ser inesperadamente bem sucedida, mas existem aquelas que são tidas como mais populares nos bancos de imagens e que se vão mantendo no top das mais vendidas. Exemplos:

  • Fotos de todo o tipo de pessoas, como crianças, adultos e pessoas de diversas culturas.
  • Fotos de pessoas a trabalhar são muito solicitadas pelas empresas. Por exemplo, pessoas a trabalhar no computador, a falar numa reunião ou a exercer uma profissão.
  • Fotos de ferramentas, como martelos, parafusos, alicates, etc.
  • Fotos de alimentos, tais como um prato com boa apresentação e com péssima apresentação também, frutas em bom estado ou mesmo frutas podres. Acho que deu para entender! 😉
  • Fotos urbanas, como fotos tiradas do topo de um edifício, transportes públicos, pessoas e trânsito nas ruas.
  • Fotos da natureza, paisagens naturais, animais, jardins, etc.
  • Fotos de viagens…

Uma forma de descobrir quais as fotos que estão mais na moda para esse mercado é pesquisando pelas imagens mais populares dos bancos de imagens. Para facilitar essa pesquisa, alguns sites de bancos de imagens indicam aos colaboradores quais as imagens mais procuradas numa determinada altura ou época do ano.

Algumas notas importantes

Ganhar dinheiro desta forma pode-lhe trazer um retorno considerável, no entanto tenha presente os seguintes pontos:

  • Prepare-se para algumas frustrações. Nem sempre aquela foto que você considera “espetacular” é a mais solicitada. Uma foto de uma cadeira ou de uma mesa, de um fruto ou até de um inseto, pode muitas vezes ter mais sucesso do que a imponente foto que tirou ao Grand Canyon! O ideal é fazer upload a uma grande quantidade de fotos para aumentar a probabilidade de vender.
  • Nunca faça upload de fotos onde apareçam outras pessoas, sem que estas deem o seu consentimento por escrito. A lei é bem clara: O retrato de uma pessoa não pode ser exposto, reproduzido ou lançado no comércio sem o consentimento dela; depois da morte da pessoa retratada, a autorização compete às pessoas designadas no nº 2 do artº 71º, segundo a ordem nele indicada.
  • Recomenda-se que leia sempre os termos e condições de cada site e apenas avance com o registo se concordar a 100%. Procure, por exemplo, saber como será pago e o que acontece com suas fotos se você quiser cancelar sua conta mais tarde.
  • De um modo geral, você nunca sabe o que os seus clientes pretendem fazer com as suas fotos. Por isso, se não quer que as suas selfies apareçam em anúncios de pomadas para hemorroidas ou num blog sobre algum tema que o incomode, não as coloque à venda! 😛
  • Utilize muitas palavras chave ao fazer upload das suas fotos. Isso ajuda as pessoas a encontrarem-nas mais facilmente, aumentando a probabilidade de as vender.
  • É possível ganhar dinheiro com fotos tiradas com um smartphone ou uma câmara fotográfica compacta, mas se tiver a possibilidade de usar uma câmara DSLR ou qualquer outro equipamento mais “profissional”, é provável que venha a ter mais sucesso.

Já conhecia esta forma de ganhar dinheiro com este hobby? Partilhe a sua opinião e experiências nos comentários. 😉

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2 respostas

  1. Isto não é assim tão simples de fazer…

    Primeiro porque as fotos têm de ter uma qualidade perfeita e um tamanho e resolucão aceitável. Logo a maior parte das máquinas fotográficas compactas ficam um pouco de fora deste grupo.

    Depois, as fotografias passam por um processo de aprovacão e aqui vem a parte frustrante porque as fotografias que são desejadas por sites deste género não são as fotos do gatinho da vizinha nem um pôr-do-sol na Póvoa do Varzim. As fotos têm de expressar um sentimento, uma ideia, etc, etc… normalmente, basta ver a listagem das fotos mais vendidas para perceber isto.

    E com a existência do Photoshop, para conseguir uma foto que sobressaia no meio de milhentas, temos mesmo de saber o que estamos a fazer…

    Ora então, não contando com o tempo investido, se quisermos mesmo fazer algum dinheiro que se veja nestes sites temos de investir algum dinheiro em equipamento e software e claro, ter algum sentido de arte gráfica para perceber o que é que os criativos de agências de publicidade ou até agências noticiosas precisam.

    Logo, este tipo de negócio vale a pena para profissionais de fotografia que podem garantir mais uma fonte de rendimento com pouco investimento propositado para esta actividade.

  2. Gostei da explicação! Como só tive conhecimento disto agora, fui pesquisar um pouco…
    Relativamente a este tipo de plataformas, os ganhos que obtivermos têm de ser declarados às finanças (IRS)?

    Isto porque, nomeadamente, na Shutterstock, eles pedem para preencher um formulário fiscal para os utilizadores não residentes nos EUA, afim do site estar em conformidade com as leis fiscais do seu país-sede (que é os EUA) e poderem aplicar as devidas tributações sobre os pagamentos. Para os colaboradores com residência fiscal em Portugal, a tributação é de 10%, tanto para imagens como vídeos.

    Os pagamentos são feitos por Paypal (também há outras opções), até que ponto esses ganhos são controlados pelo fisco em Portugal?

    Agradecia imenso que me conseguisse esclarecer um pouco! Obrigado!

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