Como saber se o telemóvel está a ser espiado: sinais e verificações
Suspeita que alguém tem acesso ao seu telemóvel? Veja os sinais que interessam, o que significa *#21# e como verificar Android, iPhone e WhatsApp.

Suspeita que alguém pode estar a espiar o seu telemóvel ou a ter acesso a informação que deveria ser privada? Há várias verificações que pode fazer para perceber se existe realmente algum motivo para preocupação.
E nem sempre o problema é uma aplicação espiã instalada no telemóvel. Alguém pode ter acesso à sua localização, mensagens ou outros dados através de uma conta comprometida, de uma sessão iniciada noutro dispositivo, de uma partilha de localização que continua ativa ou de uma aplicação com permissões que não deveria ter.
Por isso, mais do que procurar um único “sinal de espionagem”, importa saber onde verificar e o que procurar.
Ao longo deste guia vai encontrar essas verificações para Android e iPhone, incluindo como rever dispositivos ligados às suas contas, sessões do WhatsApp, partilhas de localização, aplicações e permissões. Também explicamos o que fazem realmente códigos como *#21# e ##002#, frequentemente apresentados na Internet como formas de descobrir se um telemóvel está sob escuta.
Comecemos pelos sinais que merecem realmente a sua atenção.
Sinais de que o telemóvel pode estar a ser espiado
Nenhum sintoma isolado permite concluir que existe spyware no telemóvel.
Há, no entanto, sinais que merecem muito mais atenção do que outros.
Sinais que deve investigar rapidamente:
- aparece um dispositivo ou uma sessão que não reconhece numa das suas contas;
- encontra um dispositivo desconhecido associado ao WhatsApp;
- descobre que está a partilhar a sua localização com alguém sem se recordar de o ter autorizado;
- encontra uma aplicação que não reconhece com acesso ao microfone, câmara, localização ou outras permissões sensíveis;
- existe um perfil de gestão, VPN ou configuração que não reconhece;
- recebe avisos de novos inícios de sessão ou códigos de autenticação que não pediu;
- o indicador da câmara ou do microfone aparece quando nenhuma aplicação deveria estar a utilizá-los;
- alguém parece saber repetidamente onde esteve ou conhecer conversas privadas às quais, em princípio, não teria acesso.
Depois existem os sinais clássicos que aparecem em praticamente todos os artigos sobre telemóveis espiados: bateria a descarregar rapidamente, aquecimento, lentidão, aumento do consumo de dados ou reinícios inesperados.
Podem justificar uma investigação, mas não provam nada por si só.
Uma bateria envelhecida, uma atualização, uma aplicação mal otimizada, utilização intensiva de GPS, sincronização de fotografias ou até uma cobertura de rede deficiente podem provocar sintomas semelhantes.
A diferença está no contexto. Uma bateria que passou a durar menos é pouco esclarecedora. Uma aplicação desconhecida que consome muita bateria em segundo plano e tem acesso ao microfone já merece outra atenção.
Alguém pode ter acesso ao seu telemóvel sem instalar spyware
Este é um dos pontos mais importantes de todo o artigo.
Quando pensamos em espionagem de um telemóvel, imaginamos imediatamente uma aplicação escondida a gravar chamadas e a transmitir tudo para outra pessoa.
Isso pode acontecer. Mas não é a única possibilidade.
Alguém que tenha obtido acesso às suas contas pode conseguir ver informação sincronizada na nuvem. Uma pessoa com acesso físico ao telemóvel pode alterar definições, associar outros dispositivos ou tentar aceder às suas contas.
É também por isso que perder o telemóvel merece uma reação rápida. Já passei por essa situação quando perdi o telemóvel numa viagem de TVDE e reuni nesse artigo os passos que tomei para tentar recuperá-lo e proteger os meus dados.
Há ainda situações de stalkerware, nome dado a software utilizado para vigiar secretamente outra pessoa, frequentemente por um parceiro ou ex-parceiro.
Portanto, a pergunta certa não é apenas “tenho spyware instalado?”. É também:
Quem tem acesso às minhas contas, aos meus dispositivos e à informação que estou a partilhar?
É por aí que deve começar.

Verifique os dispositivos ligados às suas contas
Procure a área de segurança da conta principal que utiliza no telemóvel e consulte os dispositivos e sessões com acesso.
Num Android, reveja os dispositivos associados à sua conta e procure equipamentos ou sessões que não reconhece.
Num iPhone, abra Definições > [o seu nome] e veja os dispositivos associados à sua Conta Apple.
Encontrou um computador, tablet ou telemóvel que não é seu?
Não o ignore. Confirme primeiro se não se trata de um equipamento antigo ou de uma sessão que reconhece. Se não for, termine o acesso e reveja imediatamente a segurança da conta.
O mesmo se aplica a notificações de novos inícios de sessão, alterações de palavra-passe que não fez ou códigos de autenticação que não pediu.
Veja se o WhatsApp está aberto noutro dispositivo
Esta verificação demora menos de um minuto e pode responder imediatamente a algumas suspeitas.
O WhatsApp permite associar outros dispositivos à conta, incluindo computadores, tablets e telemóveis.
Abra o WhatsApp e aceda a Definições > Dispositivos associados. Aqui pode consultar os equipamentos que têm uma sessão ativa na sua conta.

Reveja a lista com atenção. Se encontrar um equipamento que não reconhece, toque nele e termine a sessão.
Isto não significa que o seu telemóvel tenha spyware. Significa que outro dispositivo tinha acesso à sua conta do WhatsApp, o que é um problema diferente e bastante mais simples de resolver.
Confirme quem consegue ver a sua localização
Outro cenário facilmente confundido com espionagem é a partilha de localização.
Pode ter autorizado essa partilha há meses e já nem se lembrar.
No iPhone, abra Encontrar > Pessoas e confirme com quem está a partilhar a sua localização.
Também pode utilizar a Verificação de segurança, disponível em Definições > Privacidade e segurança > Verificação de segurança, para rever pessoas, aplicações e dispositivos com acesso à sua informação.
A própria Apple permite rever e interromper partilhas, verificar dispositivos associados à Conta Apple e repor permissões através desta ferramenta.
No Android, reveja as definições de partilha de localização da sua conta e das aplicações que utiliza.
Se alguém sabe frequentemente onde está sem que encontre uma explicação, esta é uma das primeiras verificações que deve fazer.
Como verificar se um Android está a ser espiado
Os menus variam entre marcas e versões do Android, portanto alguns nomes podem ser ligeiramente diferentes no seu telemóvel.
Reveja as aplicações instaladas
Abra Definições > Aplicações e percorra a lista completa.
Encontrar um nome que não reconhece não significa automaticamente que descobriu spyware. O Android e os fabricantes incluem vários componentes de sistema com nomes pouco familiares.
O que deve procurar é uma combinação suspeita: uma aplicação que não reconhece, não sabe como foi instalada e tem permissões ou acessos que não consegue justificar.
Veja que aplicações acederam às suas permissões
Procure nas Definições por Painel de privacidade.
Em equipamentos compatíveis, esta área permite consultar aplicações que acederam recentemente a dados ou sensores, incluindo localização, câmara e microfone.
Analise sobretudo acessos que não correspondem àquilo que estava a fazer.
Se uma aplicação de videochamadas utilizou o microfone enquanto estava numa chamada, não há nada de estranho. Se uma aplicação desconhecida o utilizou repetidamente durante a madrugada, vale a pena investigar.
Preste atenção ao indicador da câmara e do microfone
Nas versões recentes do Android, aparece um indicador verde quando uma aplicação utiliza a câmara ou o microfone.
Ao tocar nesse indicador pode identificar a aplicação ou serviço responsável.
Mais uma vez, o indicador não significa que está a ser espiado. Serve precisamente para perceber quem está a utilizar o sensor naquele momento.
Reveja acessos especiais
Algumas aplicações podem receber privilégios bastante poderosos.
Pesquise nas Definições por áreas como:
- Acessibilidade
- Aplicações de administração do dispositivo
- Instalar aplicações desconhecidas
- VPN
- Acesso especial
Existem aplicações perfeitamente legítimas que necessitam destes acessos. O problema surge quando encontra uma aplicação que não reconhece ou à qual nunca pretendeu conceder esse controlo.
Utilize o Play Protect
Abra a Play Store, toque na imagem do seu perfil e entre em Play Protect.
O Play Protect analisa aplicações à procura de comportamentos potencialmente nocivos e pode avisar, bloquear, desativar ou remover determinadas aplicações.
É uma boa verificação adicional. Não deve, contudo, interpretar um resultado limpo como prova absoluta de que ninguém tem acesso às suas contas ou informação.
Como verificar se um iPhone está a ser espiado
No iPhone, comece pelas ferramentas que já fazem parte do próprio sistema.
Utilize a Verificação de segurança
Abra: Definições > Privacidade e segurança > Verificação de segurança
Pode rever pessoas e aplicações com acesso à sua informação, dispositivos associados à Conta Apple e determinadas definições de segurança.
Existe também uma opção de reposição de emergência para interromper rapidamente várias formas de partilha.
Se a sua preocupação envolve um parceiro, ex-parceiro ou outra pessoa próxima, leia primeiro a secção deste artigo sobre segurança pessoal antes de alterar estas definições.
Reveja as permissões
Abra Definições > Privacidade e segurança.
Veja que aplicações podem utilizar:
- localização;
- microfone;
- câmara;
- contactos;
- fotografias;
- Bluetooth.
Uma aplicação ter uma destas permissões não é suspeito por definição. A pergunta é se essa aplicação precisa realmente dela.
Uma aplicação de mapas precisar da localização faz sentido. Uma aplicação simples que nunca deveria precisar do microfone merece outra análise.
Observe os indicadores da câmara e do microfone
No iPhone, um indicador laranja significa que o microfone está a ser utilizado.
Um indicador verde significa que a câmara, ou a câmara e o microfone, estão a ser utilizados.
Se aparecerem quando não encontra uma razão evidente, verifique que aplicação é responsável.
Procure perfis de gestão que não reconhece
Vá a Definições > Geral > Gestão de dispositivos e VPN, caso essa opção esteja disponível.
Perfis de configuração e sistemas de gestão de dispositivos são utilizados legitimamente por empresas e escolas. Num telemóvel pessoal, porém, um perfil que não reconhece merece ser investigado.
Se o iPhone pertence à empresa onde trabalha ou a uma instituição de ensino, não elimine perfis sem perceber primeiro para que servem.
Um iPhone só pode instalar aplicações da App Store?
Já não.
Em Portugal, por fazer parte da União Europeia, é possível instalar aplicações através de lojas alternativas e, em determinadas condições, diretamente a partir do site de um programador.
Portanto, a velha regra “se é iPhone, todas as aplicações vieram da App Store” deixou de ser correta.
Se encontrar uma aplicação que não reconhece, confirme também a sua origem.
O código *#21# diz se o telemóvel está a ser espiado?
Não.
O *#21# tornou-se famoso em vídeos e publicações que prometem revelar se um telemóvel está “sob escuta”. Não é isso que o código faz.
Em redes que suportam estes códigos, eles servem para consultar configurações de reencaminhamento de chamadas.

| Código | Função |
|---|---|
*#21# | Consultar o reencaminhamento de todas as chamadas |
*#61# | Consultar o reencaminhamento quando não atende |
*#62# | Consultar o reencaminhamento quando está desligado ou sem rede |
*#67# | Consultar o reencaminhamento quando está ocupado |
##002# | Cancelar os reencaminhamentos programados suportados pela rede |
A documentação da MEO sobre reencaminhamento de chamadas confirma estas funções.
Portanto, nenhum destes códigos procura aplicações espiãs, vírus ou spyware no telemóvel.
Há ainda outra armadilha.
Se marcar *#62# e aparecer um número desconhecido, isso não significa automaticamente que encontrou “o número do hacker”. O reencaminhamento para o voicemail pode estar configurado pelo próprio operador.
Se o número apresentado lhe suscitar dúvidas, confirme-o com a operadora. Também pode consultar o nosso guia sobre como saber a quem pertence um número de telefone ou telemóvel.
E tenha cuidado com o ##002#. O código cancela reencaminhamentos. Não “remove hackers” e pode alterar configurações legítimas que utiliza.
Ruídos durante as chamadas significam que está sob escuta?
Não são um método fiável para descobrir isso.
Ecos, atrasos, estalidos e falhas no áudio podem ter muitas explicações relacionadas com cobertura, rede, chamadas por Wi-Fi, Bluetooth, auriculares ou o equipamento da outra pessoa.
Além disso, software de vigilância moderno não precisa de produzir ruídos numa chamada para recolher informação.
Se o único indício que encontrou foi um eco ou ruído ocasional, não tem elementos suficientes para concluir que o telemóvel está sob escuta.
O mesmo vale para SMS com caracteres estranhos. Podem resultar de spam, tentativas de fraude ou problemas técnicos. Não são, por si só, prova de spyware.
E se a bateria descarregar depressa ou o telemóvel aquecer?
Investigue, mas não salte para conclusões.
Comece por verificar que aplicações estão a consumir mais bateria e dados.
Um consumo elevado pode resultar de GPS, jogos, vídeo, sincronização de fotografias, atualizações, aplicações mal otimizadas, má cobertura de rede ou simplesmente de uma bateria envelhecida.
A situação torna-se mais interessante quando aparecem vários sinais ao mesmo tempo.
Por exemplo: encontra uma aplicação que não reconhece, essa aplicação tem permissões sensíveis, consome muitos dados em segundo plano e aparece no histórico de utilização do microfone.
Aí já tem algo concreto para investigar.
Alguém pode estar a espiar o telemóvel através das suas contas
Sim, e é precisamente por isso que não deve limitar a investigação ao aparelho.
Se alguém conhece a palavra-passe do seu email ou de outra conta importante, pode ter acesso a informação sincronizada sem instalar absolutamente nada no seu telemóvel.
Reveja:
- dispositivos com sessão iniciada;
- atividade de segurança recente;
- endereços de email e números de recuperação;
- alterações de palavra-passe que não reconhece;
- aplicações ou serviços ligados à conta;
- métodos de autenticação.
Se descobrir atividade suspeita, altere a palavra-passe e termine as sessões desconhecidas.
Se acredita que o próprio telemóvel está comprometido, faça essas alterações a partir de outro dispositivo em que confia.
Para contas particularmente importantes, pode ainda considerar uma chave de segurança física, que funciona como uma camada adicional de autenticação. Não impede que alguém instale spyware no telemóvel, mas dificulta bastante o acesso à conta apenas com uma palavra-passe roubada.
E se a suspeita envolve dinheiro, cartões ou acesso à aplicação bancária, consulte também o nosso guia sobre as fraudes bancárias mais comuns em Portugal e como evitá-las.
E se o cartão SIM deixar subitamente de funcionar?
Um telemóvel que perde a rede móvel de repente não significa necessariamente que tenha spyware.
Mas existe outro tipo de ataque que convém conhecer: o SIM swap.
Neste caso, o objetivo é fazer com que o seu número de telefone passe para outro cartão SIM ou eSIM controlado por terceiros. Isso pode permitir a receção de chamadas e SMS destinados ao seu número e facilitar tentativas de recuperação de contas.
Se perder subitamente o serviço móvel sem motivo aparente, sobretudo se receber previamente mensagens sobre alterações ao cartão ou à conta que não pediu, contacte imediatamente a sua operadora através de um canal oficial.
É um problema diferente de ter spyware instalado no telemóvel.
O que fazer se suspeita realmente que está a ser espiado
Evite começar por apagar tudo.
Faça primeiro estas verificações:
- Reveja dispositivos e sessões das suas contas.
- Verifique os dispositivos associados ao WhatsApp.
- Confirme com quem está a partilhar a localização.
- Reveja aplicações instaladas e respetivas permissões.
- Procure perfis, VPN ou acessos especiais que não reconhece.
- Atualize o sistema operativo e as aplicações.
- Altere palavras-passe comprometidas a partir de um dispositivo seguro.
- Termine sessões e remova acessos que não reconhece.
Se encontrar uma aplicação suspeita, não parta imediatamente do princípio de que é malware. Identifique-a primeiro.
E se houver indícios de perseguição, violência, ameaça ou outro crime, a prioridade muda.
Se suspeita que um parceiro ou ex-parceiro o está a vigiar
Neste cenário, não elimine imediatamente aplicações nem altere todas as definições.
Se alguém estiver deliberadamente a controlar o seu telemóvel, pode perceber que perdeu o acesso. Numa relação abusiva, isso pode aumentar o risco.
Antes de fazer alterações, considere guardar provas daquilo que encontrou, incluindo capturas de ecrã, mensagens, datas e nomes de aplicações ou dispositivos.
Procure ajuda utilizando, se possível, outro dispositivo em que confia.
Em Portugal, a Linha de Apoio à Vítima da APAV, 116 006, é gratuita e funciona nos dias úteis, das 8h às 23h. Em perigo imediato, ligue 112.
Esta precaução é especialmente importante quando a suspeita de espionagem faz parte de um padrão de controlo, perseguição ou violência.
Uma reposição de fábrica elimina spyware?
Uma reposição de fábrica apaga os dados e aplicações instalados no telemóvel e é uma medida forte contra software malicioso comum instalado no aparelho.
Mas não resolve tudo.
Se outra pessoa continuar a ter a palavra-passe da sua conta, uma sessão autenticada ou acesso a serviços externos, apagar o telemóvel não elimina esse acesso.
Também deve ter cuidado com aquilo que restaura depois.
Se está a fazer uma reposição precisamente porque encontrou ou suspeita seriamente de software de vigilância, é mais prudente reinstalar manualmente apenas as aplicações em que confia do que repor indiscriminadamente tudo o que estava no aparelho.
E, se a situação puder envolver um crime, preserve primeiro as provas de que possa vir a precisar.
Precisa de instalar um antivírus?
No Android, comece pelo Play Protect, mantenha o sistema atualizado e reveja aplicações, permissões e acessos especiais.
Uma solução de segurança reputada pode acrescentar alguma proteção contra ameaças conhecidas, mas não consegue responder à pergunta “alguém tem acesso ao meu telemóvel?” em todos os cenários.
Não deteta, por exemplo, uma pessoa que conhece a sua palavra-passe ou uma partilha de localização que você próprio autorizou anteriormente.
No iPhone, as aplicações funcionam com restrições que impedem um “antivírus” de analisar livremente todo o sistema como faria num computador.
Por isso, a estratégia mais útil continua a ser verificar contas, dispositivos, partilhas, permissões, perfis e aplicações.
Então, como saber se o telemóvel está mesmo a ser espiado?
Não procure uma prova única. Procure acessos que não consegue explicar.
Um telemóvel quente não prova nada. O *#21# também não.
Já um dispositivo desconhecido na sua conta, uma sessão do WhatsApp que não abriu, localização partilhada sem o seu conhecimento ou uma aplicação estranha com permissões sensíveis são pistas concretas.
A sequência mais eficaz é esta:
contas e sessões → WhatsApp → localização → aplicações → permissões → acessos especiais → atualizações.
Só depois, se continuar a existir uma suspeita fundamentada, faz sentido considerar medidas mais fortes, como uma reposição de fábrica ou assistência técnica especializada.
Perguntas frequentes
Qual é o código para saber se o telemóvel está a ser espiado?
Não existe um código que consiga detetar spyware num telemóvel. Códigos como *#21#, *#61#, *#62# e *#67# servem para consultar configurações de reencaminhamento de chamadas.
O que acontece se marcar *#21#?
Em redes compatíveis, o *#21# consulta o estado do reencaminhamento de todas as chamadas. Não procura vírus, spyware nem aplicações espiãs.
O que significa aparecer um número quando marco *#62#?
Significa que existe um destino configurado para determinadas chamadas quando o telemóvel está desligado, sem rede ou indisponível. Pode ser, por exemplo, o número associado ao voicemail da operadora. Não significa automaticamente que alguém esteja a espiar o seu telemóvel.
Para que serve o código ##002#?
O ##002# serve para cancelar reencaminhamentos de chamadas suportados pela rede. Não remove spyware, não elimina hackers e pode também desativar reencaminhamentos legítimos, incluindo os associados ao voicemail.
Como saber se alguém tem acesso ao meu WhatsApp?
No WhatsApp, consulte Dispositivos associados e reveja os computadores, tablets ou telemóveis apresentados. Se encontrar um dispositivo que não reconhece, selecione-o e termine a sessão.
Como saber se alguém vê a minha localização?
Reveja as definições de partilha de localização do sistema e das aplicações que utiliza. No iPhone, consulte Encontrar > Pessoas e a Verificação de segurança. No Android, verifique a partilha de localização da Conta Google e as permissões das aplicações.
Bateria a acabar depressa significa que tenho spyware?
Não. Um consumo anormal de bateria pode justificar uma investigação, mas também pode resultar de uma bateria envelhecida, aplicações legítimas, GPS, atualizações, sincronização em segundo plano ou problemas de rede.
Um telemóvel quente pode estar a ser espiado?
O aquecimento pode indicar atividade intensa em segundo plano, mas não permite saber a causa. Jogos, vídeo, GPS, carregamento, atualizações e má cobertura de rede também podem aquecer o equipamento. Procure outros sinais mais concretos antes de tirar conclusões.
Repor o telemóvel de fábrica elimina spyware?
Uma reposição de fábrica é uma medida forte contra software malicioso instalado no aparelho, porque elimina aplicações e dados locais. No entanto, não resolve contas comprometidas, sessões abertas noutros dispositivos ou partilhas de localização que continuem ativas.
Android ou iPhone é mais seguro contra espionagem?
Ambos incluem mecanismos de segurança, isolamento de aplicações e controlo de permissões. O risco depende também das atualizações instaladas, das aplicações utilizadas, da segurança das contas e de quem tem acesso físico ao equipamento. Nenhum dos dois deve ser considerado imune a espionagem.
Este conteúdo foi publicado originalmente em: 11/03/2022 e atualizado a 30/09/2026
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