Calculadora e Dinheiro

Como consumidores poupados que somos, é-nos sempre mais apelativo um produto que se apresente com desconto do que um a ser vendido ao preço habitual. Mas nem sempre é fácil decifrar se estamos perante um “desconto vantajoso” ou não!

Tanto nas lojas online como nas lojas tradicionais é frequente vermos aplicados descontos a produtos ou serviços. É uma forma de nos cativar a comprar e não há nada de mal nisso, desde que exista aí uma real oportunidade de poupança.

Os descontos em percentagem e os descontos em numerário

Muito provavelmente já deve ter reparado que umas vezes os descontos são exibidos em percentagem (por exemplo, “desconto de 10% no produto X”) e outras vezes vêm apresentados como uma redução do preço em dinheiro (“poupe 10€ na compra de…”).

Em produtos mais caros como um computador, uma viagem ou até mesmo um carro, um desconto apresentado sobre a forma de redução de preço, à primeira vista parece ser mais vantajoso do que se for apresentado em percentagem.

Exemplificando, imagine que vai comprar um automóvel usado que custa 7000€. No stand A vê uma placa com a indicação “10% de desconto” e no stand B vê o mesmo automóvel com um “Desconto de 700€”. Por qual stand optaria?

Fazendo as contas, rapidamente chegaria à conclusão que o preço final é exatamente o mesmo, 6300€. Mas reagindo por impulso, a maioria das pessoas sentir-se-ia mais inclinada para o desconto de 700€. Concorda?

Para produtos com preço inferior a 100€, normalmente acontece o inverso. Ou seja, os descontos em percentagem aparentam ser melhores.

Por exemplo, num perfume de 40€, é mais chamativo um desconto de 10% do que um desconto de 4€. Isto porque 4€ parece um valor muito baixo, mas 10% desconto já aparenta ser mais atrativo. No entanto, mais uma vez, o preço final do perfume é o mesmo, 36€.

Os exemplos acima demonstram que existem formas diferentes de chegar ao mesmo preço final, mas que dependendo do caso, uma apela mais à compra do que a outra.

Mas como é que tendo isto em conta conseguimos poupar dinheiro?

Voltando aos nossos exemplos, coloquemos agora o mesmo automóvel de 7000€ com um desconto de 15% no stand A e com um preço promocional de 6200€ no stand B.

Seguindo a teoria acima descrita, o consumidor por impulso iria optar pelo stand B. Mas se esse consumidor parasse para fazer as contas, iria concluir que ao comprar no stand A, o automóvel ficaria mais barato (apenas 5950€).

Agora imagine o seguinte cenário. Está atrasado para o aniversário de uma amiga e ainda não comprou prenda. Entra à pressa num shopping e depara-se com duas perfumarias lado a lado a vender o mesmo perfume. Na perfumaria A o perfume custa 40€ e está com um desconto de 10%, na perfumaria B está com um desconto de “apenas” 6€. Por qual optaria? Tem 5 segundos para decidir… lembre-se que está atrasado para o aniversário!

Feitas as contas, a loja B é a que lhe permite poupar mais, mas a pressa muito provavelmente o levaria a escolher a loja A.

A mensagem é muito simples: evite as compras por impulso e faça sempre as contas! Em poucos segundos consegue pegar no telemóvel e calcular o preço final para ter noção se um desconto é realmente um bom desconto.

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