certificadoenergeticoQuem quiser arrendar ou vender uma habitação tem obrigatoriamente de possuir um certificado energético, isto é, um documento que avalia a eficácia energética de um imóvel ou edifício numa escala de A+ (muito eficiente) a F (pouco eficiente).

Esta certificação, cuja classificação terá de constar inclusivamente no anúncio de venda ou arrendamento, só pode ser realizada por um técnico autorizado pela ADENE (Agência para a Energia), sendo também obrigatória por lei noutros contextos, tais como:

  • Para todos os edifícios novos;
  • Para edifícios já existentes mas sujeitos a grandes reabilitações;
  • Para os edifícios destinados a comércio ou serviços com área interior útil igual ou superior a 1000m2 ou 500m2 no caso de supermercado, hipermercado, centro comercial ou piscina;
  • E finalmente para edifícios que tenham como proprietário o Etado, que estejam ocupados por uma entidade pública, sejam frequentados pelo público e possuam uma área interior útil superior a 500m2.

No documento emitido, que tem uma validade de 10 anos, deverá constar:

  • Informações sobre o consumo energético de climatização e das águas quentes sanitárias
  • Medidas para reduzir o consumo energético (instalação de vidros duplos, reforço do isolamento, etc.)

Quanto custa obter um certificado de eficiência energética?

Chegamos então à grande questão que é o preço da certificação energética. Na realidade, este não está tabelado, por isso o mercado é livre de fixar os seus preços, o que incentiva a concorrência e contribui para baixar os custos para o consumidor.

O custo do pedido de certificação pode, assim, variar consoante os honorários do perito qualificado, bem como do tamanho da fração e da complexidade do projeto em causa.

As taxas para a ADENE também oscilam de acordo com a tipologia e a utilização do edifício:

  • Para a habitação variam desde 35 euros para as tipologias T0 ou T1 até 65 euros se for um T6 ou superior;
  • Para os edifícios de comércio ou serviços, desde 150 euros nas áreas iguais ou superiores a 250m2 aos 950 euros nas áreas superiores a 5000m2.

Atenção que a estes valores ainda acresce o IVA e existem empresas que cobram valores superiores caso pretenda o certificado com maior brevidade.

Conselhos para baixar o preço

Vejamos então o que deverá fazer para assegurar um custo mais baixo:

  • Compare preços. Esta é uma regra essencial. Consulte várias empresas e peça um orçamento e compare-os para saber qual mais o convém.
  • Procure descontos. Dado que a procura pela certificação energética é elevada, as empresas acabam por baixar os seus valores para conseguirem cativar clientes.
  • Analise a oferta. Conjugue o preço com o tempo de obtenção do certificado e – muito importante – a qualidade do serviço, pois pagar pouco e depois ter um mau serviço não lhe vai servir de nada.
  • Procure peritos na sua área de residência para poupar nos custos. A ADENE tem no seu site uma lista de peritos autorizados.
  • Veja o que está incluído no orçamento. Assegure-se de que o preço apresentado inclui o IVA e as taxas para a ADENE (Agência para a Energia), a entidade responsável pela emissão do certificado energético.

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