Como iniciar a sua própria “greve de compras”!

Está rodeado de tralhas inúteis que já nem se lembra porque comprou? Veja como uma "greve de compras" pode ajudar a poupar e a evitar a acumulação de inutilidades!
Carrinho de compras abandonado

Os seus armários e gavetas estão cada vez mais atafulhados? Sente que por vezes esbanja dinheiro de forma compulsiva e desenfreada? Talvez esteja na altura de se desafiar para uma greve de compras! 🙂

Fazer compras é um passatempo fácil. Dificilmente se encontram espaços públicos que não envolvam consumo de alguma forma. Os shoppings são muitas vezes um espaço de eleição para passar o tempo, principalmente no inverno quando não é tão apetecível passear ao ar livre. E é praticamente impossível escapar às mensagens de marketing e aos incentivos ao consumo… eles estão por todo o lado! Até mesmo o governo incentiva ao consumo, para manter a economia a funcionar.

Como resultado disto tudo, muitas vezes acumulamos itens supérfluos que para além da sua inutilidade, ainda ocupam espaço nas nossas casas. E claro, essas compras custam-nos dinheiro!

Começar uma greve de compras

Estará na hora de dar inicio a uma greve de compras? Confira algumas dicas para avançar com esse desafio de auto-proibição para o consumo.

Faça contas à vida

Comece por analisar a sua situação atual. Pode por exemplo contabilizar os seus consumos dos últimos 2 meses. E pode fazê-lo de várias formas, como recorrer a aplicações de gestão do orçamento familiar ou até mesmo a uma simples folha de excel onde vai anotando os seus consumos.

Desse modo conseguirá ter uma noção mais clara de quanto gasta por mês nas diferentes categorias de despesas. Esses dados serão bastante relevantes para a aplicação da sua estratégia e para a flexibilidade das regras que irá definir para a sua greve de compras.

Defina as suas próprias regras

É você quem terá de definir as regras da sua própria greve de compras. Por exemplo: se eu decidir que não vou comprar roupa durante 6 meses, isso inclui não comprar roupa como presente para outras pessoas nesse período? Quanto tempo durará a minha greve e que categorias engloba? E se uma loja de roupa entrar em liquidação de stock com preços extremamente baixos, posso aproveitar?

Imagine que decidiu fazer mesmo uma greve de compras de roupa. Pode definir que a proibição de compras se aplica a roupas, sapatos, acessórios novos e usados. Mas pode fazer sentido autorizar-se a recorrer a um atelier de costura (para pequenos arranjos), a um sapateiro ou a uma lavandaria, já que é desejável manter o que já tem em boas condições.

A greve não tem necessariamente de se manter por longos períodos, como meio ano ou até mesmo 1 ano. Seja realista e defina inicialmente um período mais curto e vá adaptando conforme a sua experiência.

Pondere propor uma greve também para os outros membros do agregado familiar. Nesse caso, será mais fácil cada um decidir as suas próprias regras de acordo com o seu consumo, mas cabe aos pais orientar os filhos questionando-os sobre o que consideram ser consumo desnecessário e consumo essencial. Este é também um exercício interessante para ensinar as crianças a poupar.

Aproveite o que já tem

Roupeiro

Faça um inventário dos itens que já tem e reflita sobre como pode tirar mais partido deles. Explore cada armário, cada gaveta e cada cantinho da sua casa e descubra o quão rico você é (e não sabia)! 😀

Se for como eu, ainda vai descobrir que tem um armário cheio de amostras gratuitas de champô e gel de duche suficientes para mais de 2 meses de uso. Uma oportunidade para dar início a uma greve de compras desses itens com a duração de 2 meses? Porque não!? No fundo passa por simplesmente manter esses produtos fora da lista de compras durante esse período.

Se decidir fazer uma greve de compras de roupa, analise todas as peças de roupa que já possui e pense como as pode combinar de várias formas. Esta greve pode até revelar-se útil para descobrir roupas que gosta mas que já nem se lembrava que tinha, por estarem caídas no fundo do roupeiro. Mas claro, também pode deparar-se com peças de roupa deterioradas ou que simplesmente não servem. Se sempre foi cuidadoso na manutenção da roupa, terá mais sucesso nesta matéria.

E se durante essa tarefa de inventariar, acabar por descobrir que tem itens que não gosta, que não servem ou que sabe que nunca mais lhes vai dar utilidade, aproveite e coloque-os à venda, ofereça a uma instituição de caridade ou a alguém que saiba que precisa.

Evite a exposição a mensagens comerciais

A publicidade, quando bem feita, afeta as pessoas levando-as a consumir. Cabe a si refletir sobre a forma como se expõe atualmente aos anúncios e como pode evitar essa exposição (principalmente aos anúncios que promovem o item pelo qual está a fazer greve de compras).

Se recebe com frequência emails publicitários a apelar ao consumo desses produtos, considere cancelar a subscrição. Normalmente existe um texto em letras muito pequeninas no fundo dos emails com um link para cancelar a assinatura desses emails.

Evite passar junto aos estabelecimentos comerciais que vendem esses produtos. Por mais auto-controlo que considere ter, acredite que as marcas sabem como “nos dar a volta”! Mantenha-se alerta… 😉

Montra de uma loja

Recompense-se

Não é fácil nos mantermos focados e motivados enquanto nos privamos de ter algo que gostamos (mesmo sabendo que não nos faz falta).

Ou seja, é boa ideia determinar para si mesmo uma recompensa por conseguir cumprir à risca a sua greve de compras. Pode por exemplo direcionar o montante poupado para finalmente se inscrever naquele curso que sempre quis, ou para realizar uma viagem. O bom senso deverá imperar aqui, já que é totalmente contraproducente passar uns 3 meses a fazer greve de compra de roupa e determinarmos que a nossa recompensa é gastar todo o montante poupado em… roupa!

Talvez você até já tenha feito várias greves de compras ao longo da sua vida, mesmo que nunca tenha apelidado esse exercício de “greve de compras”. O que se sugere neste artigo é apenas algo mais planeado e que passa por uma reflexão sobre como nos comportamos como consumidores até então, inventariar o que já temos e definir o que precisamos e o que podemos prescindir. O objetivo final é poupar dinheiro e evitar a acumulação de itens desnecessários. Humm, isto começa a soar a um outro tema bem interessante: o minimalismo! 😉


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