As tendências para o crédito em 2023

2022 trouxe desafios para o futuro e, com eles, novas previsões. Por isso, importa questionar: quais serão as tendências para o crédito em 2023?

Créditos

Ano novo é sinónimo de balanços, mas, acima de tudo, de previsões. E se a ele lhe juntarmos algumas doses de incerteza, então, projetar o que nos reserva o futuro, mostra-se ainda mais relevante.

Um caso de particular importância de análise é o crédito, instrumento fundamental para a dinamização da economia no período recente. De acordo com os últimos dados, disponibilizados pela Associação de Instituições de Crédito Especializado, no primeiro semestre de 2022, o recurso ao crédito aumentou 29,6% face ao mesmo período do ano anterior.

Se olharmos para as tendências apontadas no período homólogo, destacavam-se:

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  • A redução dos prazos do crédito à habitação;
  • A intensificação da bonificação no crédito para casas com elevada eficiência energética;
  •  Ou a crescente digitalização do processo.

No entanto, o último ano trouxe desafios para o futuro e, com eles, novas previsões. Por isso, importa questionar: quais serão as tendências para o crédito em 2023?

Aumento das Prestações

Com a crise inflacionista, agravada pelo conflito na Ucrânia, ao Banco Central Europeu (BCE) parecem restar muito poucas alternativas que não o aumento da taxa de juro. De resto, tem sido esta a sua grande arma para tentar travar a escalada dos preços. E, para já, uma certeza: a estratégia é para manter.

Tendo em conta estas pretensões, prevê-se que os créditos à habitação sofram com novas subidas. No caso daqueles que incluam uma taxa variável associada ao seu crédito, podem ver a sua mensalidade continuar a aumentar.

Desde a primeira subida, em julho, a taxa de juro já aumentou quatro vezes e não parece ficar por aqui.

Consolidação de Créditos

Em resultado do aumento das taxas de juro e, consequentemente, das prestações, acrescem, também, as dificuldades para suportar os vários créditos contraídos. Com este a ser um cenário que se repete em muitas casas, o crédito consolidado surge como uma das tendências para o ano de 2023.

Esta alternativa trata-se da junção de todos os créditos num só, com condições mais competitivas. Ao juntarem todos eles, as taxas de juro diminuem, enquanto aumentam os prazos de pagamento. Uma opção que permite às famílias fazer face aos crescentes encargos com as taxas de juro. Com isto, consegue-se uma prestação única e mais baixa.

Uma ótima solução para combater rapidamente o sobre-endividamento.

Renegociação de Crédito

Outra das tendências do crédito para 2023 é, também, um reflexo da política de aumento da taxa de juro do BCE. É mais uma opção para fazer face às dificuldades que isso acarreta. À consolidação, junta-se a renegociação de crédito.

Com o objetivo de apoiar as famílias portuguesas, o Governo avançou com um diploma que obriga a banca a renegociar os créditos até 300 mil euros. Validado pelo Presidente da República em dezembro, prevê que os empréstimos sejam reestruturados – com algumas condições –, sempre que a taxa de esforço das famílias for superior a 36%. Desta forma, espera-se aliviar a prestação.

Na prática, uma renegociação de crédito significa uma destas alternativas:

  • Alargamento do prazo de pagamento;
  • Consolidação do prazo de pagamento;
  • Transferência para outro banco;
  • Redução da taxa de juro durante um período de tempo.

O recurso a esta opção, permite ajustar as condições de crédito com os bancos sem agravamento dos spreads e sem encargos extra. Às instituições financeiras, por sua vez, compete tentar renegociar, sem recusas, os créditos com os clientes. Mesmo que isso implique a diminuição da mensalidade a pagar.

Em suma, 2022, marcou uma alteração da situação económica, contrária ao inicialmente esperado. Como resultado disso, assistiu-se a uma necessária adaptação do mercado aos desafios do presente e futuro, com particulares reflexos em 2023.

No que ao crédito diz respeito, também ele não ficou à margem dos necessários ajustes. Aliás, a primeira grande conclusão é que representarão, para a generalidade das pessoas, consideráveis encargos extra, em resultado da subida da taxa de juro. De resto, este acontecimento ditou o surgimento de alternativas que pretendem contrariar as dificuldades que daí poderão resultar.

Somados, representam as três principais tendências do crédito para 2023. Um ano que se perspetiva de contenção e redução de despesas.


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